terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

PG lança “A Conquista” em São Paulo, confira fotos

A chuva bateu cartão, mas o povo não se deixou intimidar e lotou o auditório da Saraiva do Shopping Center Norte, em São Paulo, para o pocket-show de lançamento do CD “A Conquista” do cantor PG, na noite de quinta-feira (4). O novo álbum do cantor acaba de ser lançado pela MK Music e já está à venda em todo Brasil. O evento superou todas as expectativas.

O lugar ficou pequeno para o público que foi conferir de perto e com exclusividade as novas músicas de PG. E engana-se quem pensa que foi à base do “voz e violão”! O cantor montou banda completa com direito até mesmo às músicas, digamos, mais pesadas. Deu até para tirar o pé do chão… Com moderação, claro!

Veja as fotos clicando aqui.

Confira a relação com os álbuns mais esperados para 2010

TobyMac – Tonight
Andreas Wondracek: Sempre vai estar entre os mais aguardados toda vez que lançar material novo. Dessa vez não é diferente, despertando uma curiosidade grande em relação ao trabalho todo depois do single “akoniano”, City On Our Knees. Dificil vir coisa ruim ou abaixo do esperado de uma das mentes mais brilhantes da música cristã desde a época do DC Talk.

Estêvão Avillez: Eu queria DC Talk! Mas o Toby é bem vindo… Tenho exatamente o medo da similaridade com Akon… A letra do single é excelente e com certeza vem coisa boa…

Newsboys – Born Again
Andreas Wondracek: Com certeza um dos mais aguardados, principalmente pela saida de Peter Furler e a entrada de Michael Tait, ex-DC Talk e ex-Tait, o que certamente gera um expectativa de como essa drástica mudança vai refletir no som e na assinatura do Newsboys. Quem já deu uma conferida na previa do álbum já viu que a mudança foi boa e a expectativa pode ser grande para esse álbum.

Estêvão Avillez: O Michael Tait canta muito! A chegada do Tait com certeza traz um fôlego para os coroas do Newsboys. Nunca fui muito fã dos caras, mas espero este álbum com bastante curiosidade, por toda esta mistura.

Day of Fire – Losing All
Andreas Wondracek: Com um excelente álbum de estréia e uma apagada sequência, o Day of Fire volta depois de uma grande pausa com nova gravadora e com a ajudinha do premiado Chris Daughtry, vocalista da banda Daughtry, em algumas das composições. A expectativa é a de um bom hard rock, mas é prudente não coloca-la em grandes alturas.

Estêvão Avillez: Os caras sumiram e tão prometendo um movimento Fênix (renascimento das cinzas), hard rock tem seu momento e não fica velho com o tempo. Day Of Fire promete, mas pode decepcionar, apesar de que o fato do Daughtry estar envolvido no projeto é possível que tenhamos uma supresa positiva.

Adie – Just You and Me
Andreas Wondracek: Dificil saber o que esperar do segundo álbum da ex-vocalista do Benjamin Gate. A verdade é que o primeiro álbum foi muito bom, o que acaba gerando expectativa em relação ao segundo, mas isso não significa que temos em vista um álbum excelente, mas um álbum digno da expectativa que o cerca, mesmo que o crédito disso ainda seja unicamente em função de um ótimo primeiro trabalho.

Estêvão Avillez: Eu achava a menina que cantava no The Benjamin Gate muito estranha. Até que um dia escuto Adie Camp e é a mesma pessoa. Nada que um bom produtor, no caso dela o marido, Jeremy Camp, não faça.

Fireflight – For Those Who Wait
Andreas Wondracek: Depois do boom do segundo álbum, “Unbroken”, onde a banda ficou conhecida de verdade, chega a hora da banda provar o potencial mantendo o nível do bom rock apresentado no último álbum ou, quem sabe, nos surpreendendo com algo ainda melhor. Claro que a possibilidade de o contrário acontecer tambem é real, mas eles ao menos merecem essa expectativa.

Estêvão Avillez: Acho que vem coisa ruim e muito clichê. Para não ser decepcionado como fui com Flyleaf, prefiro de cara já dizer: Vai ser ruim!

Downhere – Sem titulo anunciado
Andreas Wondracek: CD de natal não conta tanto assim. Por essa razão, mesmo que a banda tenha lancado How Many Kings ha 3 meses atras, a gente já espera ansiosamente o proximo trabalho de inéditas dessa talentosa banda canadense que mandou muito bem em todos os trabalhos que lançaram até agora, nos dando motivos de sobra para esperar um grande lançamento em 2010, muito embora não se tenha ainda informações sobre o novo CD.

Estêvão Avillez: Se os caras do Downhere me ouvissem (mandei e-mail pra eles pedindo) eles já teriam lançado um CD/DVD ao vivo, na minha opinião é o que falta. Gosto muito destes canadenses e sempre tenho as melhores expectativas para qualquer lançamento que vem dos caras.

Rush of Fools – Sem Titulo anunciado
Andreas Wondracek: Sem grandes informações sobre esse lançamento tambem, mas o fato é que o quarteto tem ganhado espaço com seu pop-worship e vem sendo premiado por suas músicas profundas, simples e criativas. Um álbum um pouco diferente dos outros seria bem-vindo, ja que os dois primeiros são bem parecidos. A banda tem capacidade para amadurecer seu estilo sem perder sua qualidade e esperamos que isso aconteça.

Estêvão Avillez: Comecei ouvi-los pelo segundo álbum. Gostei. A definição de pop-worship é excelente, com diversas premiações no ano passado o novo álbum do Rush Of Fools com certeza trará boas músicas.

Jeremy Camp – Sem Titulo Anunciado
Andreas Wondracek: Depois de um álbum abaixo de seus primeiros em Speaking Louder Than Before e um álbum ao vivo aparentemente sem propósito algum (se ainda fosse lançado em DVD, mas não), as expectativas não chegam a ser das piores por conhecermos o potencial de Camp, mas já ficamos com aquele pé atras preparados para tudo. Tudo o que se sabe ate então é que seria um novo projeto de louvor. Se seguir a linha de Carried Me, será muito bem vindo.

Estêvão Avillez: Para tudo! O que foi esse álbum ao vivo? Horrível! Enfim, vamos olhar para a frente! Louvor com a voz do Jeremy Camp é bem legal e o Carried Me foi um marco no CCM. Acho que o Jeremy tem a chance de se redimir com esse novo álbum.

Tenth Avenue North – Sem titulo anunciado
Andreas Wondracek: Não precisa falar muito. Depois de tantos hits, tantos prêmios e tantos elogios, fica dificil conter a empolgação quando se ouve falar de um novo trabalho deles. Como é o segundo CD, tambem fica dificil saber o que se esperar, até porque nada foi divulgado ate então. Mas é um dos mais esperados em 2010, com toda certeza.

Estêvão Avillez: O álbum que mais espero em 2010 é o novo do TAN. Gostei muito dos garotos, muita sinceridade nas letras, que são profundas em adoração e experiências com Deus.

MercyMe – The Generous Mr. Lovewell
Andreas Wondracek: Já faz um tempinho desde All That Is Within Me e, mesmo com o CD comemorativo de 10 anos de “I Can Only Imagine” para aplacar os anseios dos fãs, já estava mais do que na hora de algo novo dessa já rodada e premiada banda. O primeiro single desse novo CD deve chegar as radios nas próximas semanas nos EUA, então talvez teremos uma ideia do que esperar. Mas o fato eh que MercyMe estara sempre na lista de CDs esperados, sempre que forem lançar CDs.

Estêvão Avillez: Não espero nada do MercyMe. Ok, talvez eu esteja exagerando, espero sim que eles façam outra “I Can Only Imagine”, só isso. Nunca fui fã dos caras.

Lifehouse – Smoke & Mirrors
Andreas Wondracek: Desde 2007 nada se ouvia de novo dessa banda que marcou seu espaço no meio cristão e também no Mainstream, muito embora seu último trabalho não tenha tido uma repercução tão grande. Mas pelo tempo decorrido e pelo conhecido potencial desse trio que agora é quarteto, creio que esse seja um CD a se esperar. Sem grandes recepções, mas é bom saber que ele esta chegando.

Estêvão Avillez: Me lembro quando estava nos EUA e ví “Lifehouse – No Name Face – Debut Album”, não fazia a menor idéia de como fosse a banda. Ouvi uma música e comprei o CD. Um dos melhores debut que já tive em minha vida. Excelente disco. Depois me frustrei um pouco com outros álbuns, mas sempre que eles anunciam coisas novas eu fico empolgado, esperando um novo No Name Face.

Fonte: Supergospel

DAVID QUINLAN ESTÁ DE VOLTA

Cantor refaz banda com novos músicos na guitarra, baixo e teclado


Após a saída de seus músicos do ministério Paixão Fogo e Glória, David Quinlan fez um longo desabafo. O novo desafio era encontrar uma banda que se encaixasse com as novas necessidades de David e ao mesmo tempo tivesse uma vida de compromisso com Deus.

No último domingo, dia 6, David Quinlan apresentou-se no programa Balaio, da Rede Super com uma nova banda formada por Téo Dornellas (Guitarras), Jonathans Marques (Baixo), Márcio Mello (Teclado). Téo, que por muitos anos fez parte da banda do cantor PG não poderá permanecer na banda. Uma das exigências para fazer parte do Ministério PFG é a residência na cidade de Belo Horizonte, MG – Téo, contudo, apresentou dificuldades em mudar-se. Sem Téo, o Minsitério selecionou Brunno Silva para assumir as guitarras.

O Ministério PFG ainda contará em 2010 com Alexandre Rodarte na produção e Daniel Sena na engenharia de áudio.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Sony Music: Novo case prevê a contratação de diversos artistas de renome

A Sony Music buscou ao longo dos últimos anos aproximar-se do segmento gospel e em janeiro de 2010 passa a atuar oficialmente, aliando toda expertise que a transformou em líder do mercado fonográfico nacional às peculiaridades do mercado que mais cresce no país e, de acordo com a ABPD, o 2º gênero musical mais vendido no Brasil.

Ainda em 2010 a nova área prevê a contratação de 15 a 20 artistas de renome no segmento, além de catálogos internacionais. A frente do projeto de implantação do primeiro selo de música gospel numa major multinacional está o executivo Maurício Soares, considerado pelo mercado como o principal executivo do segmento.

“Teremos total apoio da estrutura que a Sony Music possui para atender às demandas do mercado secular onde é líder nacional. Vamos adaptar as necessidades, cultura e peculiaridades do mercado gospel à realidade do segmento secular. Ou seja, queremos unir o que há de bom na música gospel com a expertise profissional da Sony Music. Creio que em pouco tempo o mercado irá perceber as grandes transformações desta nova filosofia de trabalho”, avalia Mauricio Soares.

Maurício Soares é publicitário, com cerca de 20 anos de experiência no mercado gospel, e atuou nas áreas de comunicação, entretenimento, editorial e fonográfico.

Com passagem pelas principais empresas do segmento fonográfico como MK Publicitá, Line Records e Graça Music, ao longo de sua carreira Soares acumulou diversos cases de sucesso, incluindo o prêmio de Profissional do Ano em 2006 conferido pela ANLE – Associação Nacional de Livreiros Evangélicos.

Fonte: Lagoinha.com

Michael W. Smith reúne grandes nomes da música gospel

Michael W. Smith reuniu no último dia 27 de janeiro, em Nashville, diversos artistas para gravar Come Together Now, uma música composta por ele mesmo, ao lado de David Mullen e Cindy Morgan, para lembrar as pessoas de nossa obrigação em ajudar nossos irmãos e irmãs no Haiti.


Segue abaixo o nome dos artistas que emprestaram suas vozes na gravação:

Aaron Shust, Alathea, Amy Grant, Ashley Cleveland, Austins Bridge, Brandon Heath, Britt Nicole, Chris McClarney, Chris Sligh, Don Poythress, Dorothy Savage, Duane Allen, Echoing Angels, Everlife, Francesca Battistelli, Jaime Jamgochian, Jared Anderson, Jody Davis, John Schlitt, Kate Lazar, Katinas, Kevin Max, Kirk Sullivan, Lee Greenwood, Manic Drive, Margaret Becker, Mark Hall, Matt Dowley, Matthew West, Matt Maher, Meredith Andrews, Michael Tait, Mikeschair, Mike Weaver, Paige Armstrong, Phil Stacey, Point of Grace, PureNRG, Rachael Lampa, Restless Heart, Selah, Steven Curtis Chapman, Toby Mac, Wynonna e Yellow Cavalier.

Tudo oque for arrecadado com essa canção será doado para organizações de apoio e caridade como a Cruz Vermelha Americana e o Samaritan’s Purse.

É a Nashville Music Comunity (Comunidade de Musica de Nashville) se mobilizando para ajudar um país em extrema necessidade.

Fonte: dotgospel

Veja abaixo o clipe da gravação:

Mariana Valadão gravará seu primeiro DVD em abril

Marcas importantes têm sido alcançadas pela cantora Mariana Valadão. Segunda pesquisa divulgada pela Folha Online, a irmã de Ana Paula e André Valadão, teve o 3º MySpace Brasil mais acessado no ano de 2009.


A cantora e seu marido também têm se aproximado dos internautas através da atuante participação no Twitter. Já são mais de 25 mil seguidores no Twitter de Mariana.

E, através de seu Twitter, pastor Felippe Valadão trouxe a ótima notícia:

“Novidade pra todo mundo em Abril gravação do DVD de Mariana Valadão, confirmado ontem pela diretoria da GraçaMusic!!!”

Apesar de ter apenas 2 CDs gravados, dura missão será escolher o repertório deste DVD já que muitas de suas músicas têm tocado em rádios e nas igrejas.

Fonte: Gospel+

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Conheça os ganhadores das categorias do 52º Grammy (Gospel)



Melhor performance Gospel
“Free to Be Me” - Francesca Battistelli
Álbum: Free to Be Me

“Jesus Is Love” - Heather Headley feat. Smokie Norful
Álbum: Audience of One

“I Believe” - Jonny Lang w/ Fisk Jubilee Singers
Álbum: Oh Happy Day

“Wait On The Lord” - Donnie McClurkin feat. Karen Clark Sheard
Álbum: We All Are One

“Born Again” by Third Day
Álbum: Revelation



Melhor Canção
“Born Again” – Tai Anderson, David Carr, Mark Lee & Mac Powell, songwriters (Third Day)
“City On Our Knees” – Cary Barlowe, Toby McKeehan & Jaime Moore, songwriters (tobyMac)
“Every Prayer” – Dayna Caddell, Israel Houghton, Aaron Lindsey & Ricardo Sanchez, songwriters (Israel Houghton & Mary Mary)
“God In Me” – Erica Campbell, Tina Campbell & Warryn Campbell, songwriters (Mary Mary)
“The Motions” – Jason Houser, Sam Mizell & Matthew West, songwriters (Matthew West)




Melhor Álbum de Rock/Rap Gospel
The Big Picture – Da’ T.R.U.T.H.
Crash – Decyfer Down
Innocence & Instinct – Red
Live Revelations – Third Day
The Dash – John Wells The Tonic




Melhor Álbum Pop/Contemporâneo
Speaking Louder Than Before – Jeremy Camp
The Power of One – Israel Houghton
The Long Fall Back to Earth – Jars Of Clay
Love Is On the Move - Leeland
Freedom – Mandisa

Melhor Álbum Southern, Country ou Bluegrass


Jason Crabb – Jason Crabb
Dream On – Ernie Haase & Signature Sound
The Rock – Tracy Lawrence
In God’s Time – Barry Scott & Second Wind
Everyday – Triumphant Quest



Melhor Álbum Gospel Tradicional
God Don’t Never Change – Ashley Cleveland
The Law Of Confession, Pt. 1 – Donald Lawrence & Co.
Oh Happy Day – Various Artists
The Journey Continues – The Williams Brothers
How I Got Over – Vickie Winans



Melhor Álbum Gospel Contemporâneo R&B
Audience of One – Heather Headley
Renewed – Sheri Jones-Moffett
Just James – J Moss
mokie Norful LIVE – Smokie Norful
Bold Right Life – Kierra Sheard

* Os vencedores estão em destaque.


Nota do Editor: Outros artistas vencedores em outras categorias: Ledisi (Melhor performance feminina em R&B e melhor álbum R&B); Robert Randolph & The Clark Sisters, e Ann Nesby (com Calvin Richardson), (Melhor Performance R&B em dueto ou grupo vocal); Ann Nesby (melhor performance tradicional em R&B); and Tonex ( Melhor Performance Urban/Alternative).

Para ver todos os ganhadores por categorias, clique em grammy.com.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

'Yeshuah'. HQ nacional ressalta o lado humano de Jesus. Confira imagens e entrevista com o autor


A HQ busca inspiração não em estética pasteurizada e "pura" dos eventos bíblicos, como encontrada nos grandes épicos hollywoodianos, mas nas imperfeições humanas de filmes como "O Evangelho Segundo São Matheus", de Pasolini. "Yeshuah" também utiliza como fonte principal diversas fontes apócrifas, mostrando lados diferentes de personagens como Maria, José, Pedro, João Batista e Maria Madalena.

O quadrinista conversou com a Livraria da Folha sobre porque criou uma versão pessoal de uma figura tão forte controversa, seu processo de pesquisa e as dificuldades de se fazer uma HQ autoral no Brasil.

Livraria da Folha - O que lhe atraiu para criar a sua versão autoral sobre Jesus?

Laudo - Estudando um pouco sobre a trajetória da história dele é curioso vermos o rumo que aquele pregador judeu morto pelo Império Romano tomou e tudo que aconteceu desde então até os dias de hoje. A forma que os católicos mais fervorosos o enxergam. Essa maneira absolutista de encará-lo impossibilitando até, de certa forma, de pensar que um dia ele foi alguém como nós. Isso claro, falando para os que acreditam em sua existência. Eu acredito. Mas por outro lado temos os que negam a sua existência e mesmo a de Deus, aquele da barba branca ou qualquer outra forma de interpretação. No entanto ainda estamos sob formas, sob aparências, para os que crêem ou não. Quando você começa a entrar em alguns estágios um pouco mais profundos e, digamos assim, mais simples de fé, de ideia do que é sagrado, essas coisas caem por terra. A fé não precisa disso. A fé não precisa orar e temer uma imagem de um homem sendo executado que é o que vemos nas igrejas. Ficou aquela coisa de pensarmos no Filho de Deus, aquele que deu sua vida por nós. Então ficamos todos num estado de "órfãos de Jesus" quando o certo seria andarmos pelas nossas próprias pernas e temos aí o sagrado, o nosso Deus interior. Essas questões sempre foram perenes para mim e com o passar dos anos, do amadurecimento, melhor eu as entendia. Durante todos esses anos que trabalho produzindo meus quadrinhos, sempre vez ou outra jogava questões assim mesmo que discretamente, até que chegou o momento em que me julguei suficientemente maduro, em meu trabalho pelo menos, para contar algo mais direto. E Jesus era o cara a se falar, sem dúvida.

Livraria da Folha - Jesus é um personagem complexo por sua importância religiosa para grande parte da humanidade e pelo excesso de versões sobre sua vida, muitas delas controversas; que vão de salvador da humanidade, a filósofo, a alienígena a até alguns que questionam a sua existência histórica. Como essa complexidade influenciou a sua versão pessoal?

Laudo - Digamos que tudo isso entrou no caldeirão na hora de conceber a minha versão. Na realidade um detalhe a mais que me peguei foi Jesus como uma ideia. Muito mais que o homem que fazia milagres, há uma ideia dentro desse homem e ele por si é uma. E essa ideia é importante que a queiramos, que a tenhamos como fonte e meta de vida. Ela é básica, o amor, o entendimento e é isso que está nas palavras de Jesus e aí não importa sentar numa mesa de bar e discutir se ele existiu ou não, se ele é filho de Deus, se trepou com Madalena, essas coisas lá no final, não importam, importa é a ideia de humanidade que ele e tantos outros avatares deixaram e que a gente a cada dia que passa percebe o quanto é mais difícil de exercer. Esse é o princípio da concepção do meu Jesus nessa hq. Ele plenamente humano. Essa aproximação sagrado-humano é a fonte central da trilogia "Yeshuah", até mesmo para que possibilite a melhor aceitação do leitor.

Livraria da Folha - No posfácio você menciona influências do filme "O Evangelho Segundo São Matheus", de Píer Paolo Pasolini, no que diz respeito a dar imperfeições humanas aos personagens como dentes quebrados, roupas encardidas e pele ruim. Qual você considera a importância de trazer essa humanização a uma figura muitas vezes retratada de forma impecavelmente pura como Jesus?

Laudo - Dentro dessa perspectiva, a influência de filmes do Pasolini é fundamental. Não há como pensar, conceber um visual hollywoodiano para essa hq, ou seja, roupas bonitas, alinhadas, cabelos bem feitos e penteados, como? Mesmo a pessoa que não se interessa pelo assunto não acredita que tenha sido desse jeito. A figura européia que acostumamos com o passar dos séculos a crer, ou seja, o loiro de olhos azuis, barba e cabelos penteados e finos e de roupas claras e limpas, é impossível se pensarmos em termos históricos. O próprio Jesus como o retrato na hq tem um rosto forte e duro, feições incisivas. Ele é um líder, ele é uma pessoa carismática e ao mesmo tempo com uma profunda noção do sagrado dentro de si. E é claro, não se pode esquecer que ali, ele é um judeu, andando, vivendo na Palestina de dois mil anos atrás. Não penso muito como ele supostamente deve ter sido, nunca passou isso pela minha cabeça, porém o meu Jesus, em minha hq, é assim.

Livraria da Folha - Maria é retratada, não como um símbolo perfeito de maternidade, mas como uma adolescente assustada com acontecimentos além de seu poder e compreensão. Por que você escolheu essa caracterização mais frágil para ela?

Laudo - Quando optei em contar a história do nascimento como primeiro volume dessa trilogia, a clássica história do evangelho canônico sobre o nascimento de Jesus estava perfeita para ser trabalhada dentro de minha perspectiva. Portanto não me interessou questionar se é real, verossímil a questão da inseminação divina. O que me interessou foi pensar em como aquela menina iria lidar com os fatos: o que é tudo aquilo? Deus colocou uma criança para eu parir? Mas por que eu? E por que não pude tê-lo como qualquer outra mulher? Essas questões que inicialmente se mostram confusas na cabeça de menina Maria, conforme o tempo vai passando, depois de parir a criança, vão se assentando e a menina do começa termina seu caminho agora uma mãe, crescida, pronta para proteger sua cria que por si só já é divina. A questão dessa fragilidade é fundamental para a "personagem" Maria, ela, afinal de contas, é a heroína dessa primeira história, ela mesma tem seu processo de redenção. Alguns [evangelhos] apócrifos que contam a história do nascimento Jesus mostram Maria como uma menina realmente. Um deles, conta que ela fora criada no templo junto com outras meninas e que logo que chegara a época de sua primeira menstruação, fora devolvida aos seus pais, pois o ato de menstruar iria macular o templo. E é desse princípio de texto apócrifo que parti o roteiro dentro da história da pequena Maria.

Livraria da Folha - A sua pesquisa foi muito além das fontes corriqueiras sobre Jesus, mas passou por referências como misticismo, budismo, islamismo, Cabala. De que forma essas fontes se integraram à obra?

Laudo - Não da forma "literária" digamos assim, mas o que isso pode trazer para mim, de forma mais íntima. De mais sagrado e sem estar ligado a esse ou aquele "Deus" ou profeta. Pois, na verdade, tudo converge para um mesmo lugar e aí está as respostas que pelo menos tento colocar um pouco na hq, mesmo, claro, ela tendo seu enredo, seu ritmo.

Livraria da Folha - Quais são as dificuldades em se fazer um quadrinho autoral no Brasil?

Laudo - A situação dos quadrinhos nacionais de uns dois anos para cá tem melhorado gradativamente. Há possibilidades acontecendo, coisas como o ProAc da Secretaria da Cultura tem possibilitado muito projeto engavetado de acontecer, por outro lado, as editoras estão se mostrando mais interessada nos quadrinhos e nos artistas nacionais. Prova recente disso é uma editora do peso da Cia. das Letras criar um selo específico de quadrinhos. Porém, claro, nem tudo é lindo e o autor tem que labutar muito, pois produzir um trabalho autoral requer disponibilidade do tempo do artista com o tempo de outros trabalhos. E é claro, o trabalho pronto precisa sim estar na mira do que a editora quer. Com "Yeshuah" rodei muito, muito, muito. Alguns editores sacaram a idéia do trabalho, outros não, e outros nem mostraram interesse, é assim. Com a Devir a coisa aconteceu, eles antes de tudo entenderam a idéia do quadrinho e isso foi perfeito.

Livraria da Folha - O primeiro quadrinho acompanha os acontecimentos antes do nascimento de Jesus até o momento que ele tem uma revelação. E quanto ao segundo? Qual a previsão de lançamento?

Laudo - O segundo mostra, digamos assim, a vida pública de Jesus. Entram outros "personagens", os seus seguidores, ou apóstolos para ficar mais entendível. A figura da Maria Madalena que aparece no final desse primeiro volume, é uma das figuras chaves dessa segunda parte. O roteiro mesmo seguindo alguns fatos dos evangelhos canônicos e de alguns apócrifos, é mais descompromissado que esse primeiro que é mais preso ao que conta o Novo Testamento. Os desenhos estão prontos e eu e o Omar (o arte-finalista da hq) estamos trabalhando na montagem da edição, capa, balonização, etc. Até março, devo levar um boneco para editora e até maio a edição em si pronta, aí é com a editora.

Livraria da Folha - Recentemente, Robert Crumb lançou uma versão em quadrinhos do livro do Gênesis. O que você achou da obra?

Laudo - Gostei muito. Crumb é Crumb e ponto final. Muita gente esperava algo polêmico, mesmo ele dizendo que iria desenhar o que o texto do Velho Testamento conta e que ele por si já trazia polêmica e na verdade a surpresa foi que ele foi para um outro caminho. É fundamental pensar que a rebeldia, irreverência dele pode estar num outro "estágio" e o pessoal talvez tenha esperado o "antigo" Crumb. Gênesis é uma tremenda obra. Irremediávelmente muita gente compara a obra do Crumb com minha hq. É normal e até entendo, embora sejam coisas diferentes. Cada uma na sua função.

Fonte: Folha Online

Assista: Kirk Franklin - Are you listening (A love song for Haiti)

David Quinlan recebe disco de ouro pelo CD No Infinito Deste Amor

Novo CD de David Quinlan, Infinito deste Amor, é contemplado com Disco de Ouro; prêmio equivalente a 50 mil cópias. A premiação foi entregue no evento Jesus Vida Verão, no dia 16 de janeiro, em Vitória-ES.
O DVD do álbum já está em fase de aprovação e, em breve, estará à venda nas melhores lojas. São cerca de duas horas de puro louvor e adoração, com faixas exclusivas e participação especial de Jeremiah Bowser.

Fonte: Assessoria Fogo e Glória