sábado, 23 de janeiro de 2010

Indústria fonográfica busca opções para música digital

Contra pirataria, setor inova forma de acesso do consumidor à música digital

SÃO PAULO – O mercado de música digital tem oferecido novas maneiras dos consumidores comprarem e acessarem o produto, com a finalidade de combater a pirataria, mal que afeta principalmente a França, a Espanha e o Brasil.

As conclusões são de um relatório anual realizado pela International Federation of the Phonographic Industry (Federação Internacional da Indústria Fonográfica) e divulgado na quinta-feira (21).

De acordo com os dados, o mercado de música digital cresceu 12% no ano passado, com a movimentação de US$ 4,2 bilhões. Mas os investimentos no setor têm caído com a ameaça da pirataria, que diminui as vendas das empresas.

Alternativas

O relatório revelou que, entre as alternativas encontradas pelo mercado para dar acesso à música digital aos consumidores, estão a assinatura de serviços, a venda dos serviços de música com a assinatura de banda larga e o investimento em música no celular.

Outra delas é o download de músicas pela internet, mercado que parece estar se firmando. Isso porque, no ano passado, as vendas do serviço aumentaram 10%, contra uma alta de 20% das vendas dos álbuns digitais.

A pirataria

Apesar de registrar crescimento expressivo, o mercado de música digital tem sido prejudicado seriamente pela pirataria. Na Espanha, a venda de músicas dos 50 artistas locais mais ouvidos caiu 65% entre 2004 e 2009.

Já na França, onde um quarto dos downloads da população é ilegal, as vendas de álbuns de artistas locais caíram 60% entre 2003 e 2009. No Brasil, por sua vez, o preço dos álbuns lançados pelas cinco maiores companhias de música em 2008 caiu 80%, frente a 2005.

O diretor-executivo do IFPI, John Kennedy, afirmou que os consumidores podem hoje ter acesso à música de uma forma que nem imaginavam no passado e que seria bom se isso representasse mais investimentos em artistas e mais empregos, o que infelizmente não ocorre.

“O colapso das vendas e dos investimentos na França, na Espanha e no Brasil, países com uma tradicional cultura musical, prova isso e alerta o resto do mundo”.

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